No Brasil, há 11 anos, considera o dia 18 de maio como o Dia
Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, um
símbolo da luta contra este tipo de violência. A data foi escolhida por conta
de um crime ocorrido em 18 de maio de 1973, quando Aracelli Cabrera, de nove
anos, foi brutalmente molestada e assassinada em Vitória-ES. “A data,
criada pela Lei 9970/2000, tem o objetivo de mobilizar e convocar a sociedade
brasileira a se engajar no enfrentamento à violência sexual de crianças e
adolescentes, bem como na defesa dos seus direitos.” Em São Sebastião-DF uma passeata marcou a
campanha contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Estudantes,
servidores públicos da área social, ONGs, Corpo de Bombeiros e policiais
militares desfilaram com faixas e cartazes que pediam mais segurança e a
valorização dos direitos dos jovens.
A passeata seguiu pela principal Rua
de São Sebastião-DF, saindo do Campo central em direção a Administração
Regional da Cidade. Segundo a assistente social Gilzane Pereira, o protesto é
muito importante. "a intenção é sensibilizar mobilizar as pessoas a verem
e entenderem que as crianças merecem carinho e uma atenção especial",
disse.
Para o pequeno judoca Luciano Lucas de
apenas 11 anos: ”Esta passeata é muito importante, aprendi no Projeto Judô com
Tranquillini, que devemos denunciar nos telefones 100 ou 181 ou no Conselho
Tutelar, Polícia Militar ou Delegacias especializadas”.
Centenas de estudantes de escolas
públicas e ONGs participaram da passeata contra a exploração sexual de crianças
e adolescentes. Depois da passeata, os estudantes se reuniram em frete a
Administração Regional de São Sebastião, onde cantaram o hino nacional e depois
puderam se divertir em parquinho montado no estacionamento, onde sorvetes,
picolés e doces foram distribuídos de graça para todos. O Projeto Judô com
Tranquillini participou do evento, levando duzentos alunos todos vestidos de
kimonos e usando máscaras da campanha, escrito: “quebre o silêncio”. Pois o
Objetivo da passeata foi conscientizar sobre a importância de denunciar este
crime, considerado por muitos especialistas como silencioso e invisível, pois
acontece na maioria das vezes dentro do próprio lar.

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